quarta-feira, 2 de maio de 2018
Características dos filhos de Exu
Exu é a ponte entre os sentimentos mais humanos e as noções superiores dos Orixás. Filhos de Exu são muito dados às paixões e conquistas. São enérgicos, alegres, brincalhões, atraentes, carismáticos e sabem retibuir o que lhes é feito (para o bem ou para o mal - são recíprocos).
Mesmo que não sejam tão belos como os filhos de Oxum, são magnéticos e têm boa lábia, assim como capacidade para apaziguar ou instalar umaa guerra. Tudo para eles funciona de acordo com o que pede a situação, mas, principalmente, de acordo com o que lhes é feito.
Podem se tornar pessoas com as quais é difícil de lidar, pois cada movimento quando se relaciona com um filho de Exu deve ser bem pensado. Se eles são feridos, tendem a ferir de volta; do mesmo modo, se são amados, oferecem amor.
Comecei a trabalhar no terreiro. Como devo agir?
Quando alguém começa a participar da corrente de trabalho em um terreiro de Umbanda para contribuir com os atendimentos espirituais, muitas dúvidas surgem quanto ao comportamento. Deste modo, vamos falar um pouco a respeito do tema.
Penso que seja mais simples, em realidade, falar a respeito de como não se comportar. Ao evitarmos algumas das situações a seguir, muito provavelmente estaremos dentro de uma boa conduta de comportamento de acordo com o que se espera de alguém em uma casa de oração.
Antes de tudo, ninguém precisa querer despertar atenção só porque começou a desempenhar a sua sensibilidade espiritual. Ninguém deve pensar que tem uma super mediunidade e que, portanto, "todos precisam ver do que sou capaz". Não, nós não precisamos. Nunca se esqueça disso, até mesmo para não passar vergonha.
Tampouco é necessário usar roupas ou acessórios exóticos alegando que a entidade pediu isso para trabalhar. Recuperando o termo já utilizado neste mesmo texto, um terreiro de Umbanda é uma casa de oração, não é uma passarela ou um desfile de carnaval. Assim, vale a máxima de que "o menos é mais".
Vale a última dica sobre o que não fazer: não dramatize a situação no caso de sentir-se apenas "mais um(a)" dentro da corrente, querendo girar excessivamente, gritar, espernear, etc., só porque ninguém prestou em você a atenção que desejava ter. Lembre-se: você é de fato mais um(a) ali, entre os demais que também estão particpando de um trabalho caritativo. Não é um local para chamar atenção. Por último, não participe de fofocas e tampouco as inicie.
Mas então, como devo me comportar? Bom, basta evitar as poucas, mas valiosas recomendações acima e, além disso, exercer humildade, disciplina e absorver os ensinamentos que seu dirigente proporcionar. Esta será uma forma saudável para trilhar o caminho espiritual. Diga-se de passagem, não somente a quem está começando.
terça-feira, 1 de maio de 2018
Características dos filhos de Xangô
Não é tão difícil reconhecer filhos de Xangô, a começar por sua estrutura física. Seu corpo geralmente é forte e com boa constituição óssea. Podem apresentar alguma tendência à obesidade, caso não se cuidarem.
Com forte dose de energia e autoestima, os filhos de Xangô têm consciência de que são importantes e respeitáveis, portanto quando emitem sua opinião é, geralmente, para encerrar o assunto. Analisam tudo e, no momento em que opinam, dificilmente são contestados.
Conscientemente, são incapazes de serem injustos com alguém, mas certo egoísmo faz parte de seu arquétipo. São austeros (podendo até ser sovinas, se este aspecto for exacerbado). Gostam do poder e do saber, os quais são os grandes objetos de sua vaidade.
São amantes vigorosos, dificilmente satisfeitos com uma só companhia. Podem apresentar dificuldade para conviver em um casamento, devido ao ímpeto sexual e ao modo sistemático de agir. Filhos de Xangô não costumam adaptar-se a esquemas com facilidade; preferem ditar as regras.
São obstinados e conseguem o que querem, pois sabem elaborar estratégias e aplicá-las. Gostam do reconhecimento pelo que fazem e temem a solidão, pois isso tira o brilho de sua existência. O filho de Xangô quer ser lembrado pelo que faz.
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Mediunidade e Ansiedade
É possível dizer que a maioria dos médiuns apresenta algum grau de ansiedade quanto ao momento de tudo acontecer no campo da espiritualidade conforme as expectativas individuais.
Ocorre que temos aí uma cilada, pois uma coisa não vai ajudar na outra, ou seja, ansiedade não trará mediunidade. Deste modo, não podemos permitir que a emoção passe totalmente à frente da razão, buscando antecipar algo que tem o seu momento certo para acontecer.
Lamento dizer, mas não há pai ou mãe de santo que tenha a capacidade de apressar a mediunidade de alguém só para agradar a este(a) filho(a) que acaba de iniciar sua participação em uma corrente de trabalho. O que acontece em relação a isso é muito mais sugestionamento do que eficácia. Afinal, as pessoas podem acabar acreditando que tal dirigente tem um determinado poder de trazer o guia de alguém. Não tem.
A ansiedade é um mal de nossos tempos, o qual exige atenção e cautela. É um distúrbio emocional contemporâneo que atrapalha o desempenho das pessoas nas mais diversas atividades humanas, não sendo diferente em relação à prática religiosa.
Sendo assim, tenhamos cuidado para não nos deixarmos seduzir por pessoas que fazem determinadas promessas que poderão servir para satisfazer momentaneamente (e ilusoriamente) ao nosso ego, mas não servirão para auxiliar-nos em nossa caminhada evolutiva.
A paciência é, sem dúvida, uma virtude que precisamos desenvolver em nossa estadia terrena. Portanto, saibamos esperar a nossa hora e confiemos em nossos guias, pois eles nos fornecerão, no momento mais apropriado, as respostas que faltam no dia de hoje.
domingo, 29 de abril de 2018
Não há charuto para oferecer ao guia. E agora? Ele não trabalha?
Algumas vezes pode acontecer de não haver um determinado elemento de trabalho que é utilizado durante o atendimento espiritual de Umbanda, como é o caso, por exemplo, de um charuto. É raro, afinal se trata de algo muito simples de conseguir, mas enfim... pode acontecer. E se faltar? Então o guia não vai trabalhar?
É possível que alguém já tenha presenciado faltar este elemento, e então ouvir "o guia" dizer que não consegue trabalhar sem o seu charuto. Isso, convenhamos, pode gerar uma dúvida. Será que o guia está mesmo se recusando a trabalhar por faltar um elemento ou será o médium quem está mistificando e se recusando a atender por não ter o que fumar?
Sabemos da importância de um elemento como o fumo no ritual de Umbanda, mas acreditamos também que um guia, com toda a iluminação que possui, saberá compreender se faltar um elemento de trabalho que utiliza. Acreditamos que, tanto ele terá evolução espiritual para compreender a situação, como duvidamos que ele seja totalmente dependente de um charuto para poder ajudar a quem precisa ser ajudado.
Temos a certeza de que este guia, na condição de um espírito evoluído (afinal está apto a atuar na Umbanda) e que visita o plano terrestre para participar de um trabalho caritativo, saberá como proceder diante do imprevisto.
Deste modo, tendemos a duvidar da idoneidade do médium quando ele, possivelmente desejando demonstrar uma incorporação, se incomoda por não ter o seu fumo e se recusa a fazer o que deveria fazer naquele momento: a caridade. Sejamos mais atentos!
sábado, 28 de abril de 2018
Pode acontecer de eu ter dúvidas sobre minha incorporação?
A resposta à questão que entitula o texto é: com certeza! É perfeitamente normal haver dúvida sobre o processo de incorporação mediúnica em um atendimento espiritual realizado na Umbanda. Acredite: se você passa por isso em dados momentos, não está só em seus questionamentos.
Conforme sabemos, a Umbanda passa por transformações (assim como tudo o que faz parte da existência), de modo que a mediunidade inconsciente, frequentemente vista no passado, não é a mais recorrente nos dias de hoje. Há um motivo para isso?
Sim, há um motivo! No passado não havia a quantidade de estudo disponível que há hoje, assim como não havia o esclarecimento acerca da religião tal como há hoje. O estudo era escasso e tudo era excessivamente mistificado.
Hoje, entretanto, as pessoas podem se preparar e podem se esclarecer como os mais velhos não puderam. Os tempos mudam e as características de tudo também mudam, exatamente para acompanhar a evolução.
Hoje a mediunidade é mais consciente do que já foi. O médium está acompanhado de seu guia, mas nem sempre está alheio ao que ocorre no atendimento. Isso acontece para que este médium tenha também a oportunidade de aprender com o seu guia a respeito daquilo que é realizado.
Eu não posso querer ser um frasco vazio e esperar que o conteúdo brote em mim para ser transmitido a quem precisa. É de minha responsabilidade adquirir o conteúdo que julgo necessário, pois assim as informações que possuo serão mais facilmente comunicadas pelo guia espiritual que me acompanha.
Os tempos são outros. Não podemos mais colocar tudo na conta dos guias, tal como muitos já fizeram no passado. A espiritualidade não promoveria uma mudança como essa se não houvesse fundamento, portanto cabe-nos a compreensão para o bom exercício do que nos propomos a fazer. Teremos dúvida? Sim, afinal nunca saberemos tudo. O que precisamos fazer? Estudar!
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Vaidade e Umbanda não combinam!
Atualmente vemos uma série de trabalhadores que se disponibilizam ao trabalho espiritual realizado na Umbanda, parecendo, assim, caridosos. Por outro lado, parece também que ainda não compreenderam a mensagem que esta religião deseja transmitir: a humildade.
Humildade e vaidade são palavras que até rimam, mas os significados são completamente distintos. Portanto, onde cabe um não caberá o outro. Se a Umbanda preconiza a humildade e aceita a todos como iguais, então um não pode ter a pretensão de se destacar em relação aos demais, pois ferirá um princípio básico umbandista.
Conforme disse o Caboclo das Sete Encruzilhadas, "ensinaremos a quem sabe menos e aprenderemos com quem sabe mais, a ninguém viraremos as costas" e, ainda, conforme ouvimos em um ponto cantado, "aqui não há distinção nem de raça e nem de cor, seja pobre ou seja rico é recebido com amor". Estas palavras tem a ver com igualdade, e só consegue compreender o que é igualdade quem sabe agir com humildade.
Mas então? Serão todos os trabalhadores umbandistas de fato humildes? Não me parece. Vemos por aí médiuns que gostam de afirmar o quanto são mais fortes do que outros, o quanto seus guias são melhores do que outros, o quanto suas entidades são mais procuradas que a dos outros, o quanto seu Orixá é mais poderoso do que o outro, o quanto é mais respeitado do que o outro...
Além disso, vemos também ogãs que gostam de pensar que são artistas ao tocarem o atabaque como se este intrumento dedicado ao ritual religioso fosse um instrumento de percussão em show de samba, e que as mulheres que estão no terreiro vão para pegar o telefone deles, para rolar um "contatinho" depois da gira.
Vamos voltar ao exemplo do Caboclo das Sete Encruzilhadas. A quem não conhece a história do surgimento da religião, um médium vidente observou em sua manifestação que este Caboclo trazia vestimentas clericais, e então o questinou. O Caboclo disse então que havia sido, em uma de suas encarnações, o Frei Gabriel Malagrida e por isso carregava aquela vestimenta.
Se fosse para receber um nome, entretanto, seria o de Caboclo das Sete Encruzilhadas, para fundar o culto da religião de Umbanda identificado com a figura do índio, simbolizando o povo nativo que havia sido massacrado pelos europeus que aqui chegaram. Aquele espírito precisava se apresentar como um índio? Não! Mas era um sinal de humildade de sua parte.
E o que dizer de todos os outros caboclos, que igualmente são tantos outros espíritos iluminados apresentando-se com nomes simples e linguagem simples para nos ajudar? E o que dizer de todos os pretos velhos???
Humildade, meus irmãos. Humildade. Quem prefere a vaidade deve procurar outros ambientes humanos, porque o terreiro de Umbanda não é para isso.
Assinar:
Comentários (Atom)





