quinta-feira, 26 de abril de 2018
Características dos filhos de Oxum
Os filhos deste Orixá são carinhosos e sensíveis. São conhecidos por "chorões" ou outros apelidos semelhantes, pelo fato de serem dramáticos e carinhosos, tal como uma mãe é com seus filhos.
Acolhedores e sempre dispostos a oferecer colo, costumam trazer também a beleza e a sensualidade das águas suaves. Se disponibilizam a compreender os problemas humanos, mas diferenciam rapidamente quem realmente precisa de ajuda de quem é aproveitador.
Trazem sempre a beleza consigo, não necessariamente no plano físico. São carismáticos e sedutores, amigos, amantes, cheios de esperança e de desejo, fiéis quando acreditam encontrar o verdadeiro amor e leais com os verdadeiros amigos.
Quanto preciso preocupar-me com guias e outros objetos?
Muitos médiuns de Umbanda desenvolvem preocupações excessivas com coisas que acabam sendo triviais. Um bom exemplo disso são as guias, como são chamados os colares confeccionados com os mais diversos materiais e que simbolizam um dos fundamentos da religião.
Isso acontece em especial com o médium iniciante, o qual, sem as devidas orientações de seu dirigente, começa a gastar tempo e energia buscando compreender qual o tipo de guia deve usar para agradar à entidade que o acompanha, ou ao seu Orixá.
Este médium passa a imaginar se deve usar em sua guia miçangas, sementes, fica em dúvida sobre a cor, se deve ser brilhante ou opaca, se deve comprar ou fazer com as próprias mãos, e assim por diante.
Precisamos levar em conta que o mais importante às entidades que trabalham conosco não é o tipo de material que usaremos ao redor do pescoço. O mais importante SOMOS NÓS! A nossa presença é fundamental, mas não somente a presença de corpo, enquanto a mente está no netflix, naquela série sensacional, no namorado ou na namorada, no facebook, etc.
Se nos propusermos a formar parte de uma corrente de trabalho espiritual, precisamos fazê-lo com integridade e deixar tudo o mais para depois. O que pertence ao mundo material, recuperaremos na saída do terreiro, assim que o trabalho terminar. Enquanto estivermos ali, entretanto, cabe-nos fazer valer a nossa presença, a nossa entrega à espiritualidade.
O tipo de guia a ser usado, assim como outros elementos, tais como fumo, pemba, etc, naturalmente serão intuídos ou orientados. O médium não deve perder energia preocupando-se com objetos; ao invés disso, convém direcionar esta energia mantendo o foco no que ele faz ali, para que o trabalho seja bem conduzido e para que não haja desgaste além do necessário.
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Lembra-se da sua primeira gira? Qual foi a corrente de trabalho no dia?
A lembrança da primeira gira dificilmente sai da memória de quem um dia se propôs a visitar um terreiro de Umbanda, obedecendo a um chamado interior e ali encontrando o que buscava, mesmo sem saber exatamente o que encontrar.
Uma vez que proponho esta pergunta aos leitores (lembra-se de sua primeira gira?), então farei um breve relato de como as coisas aconteceram comigo. O ano era 2002 e eu já havia tomado contato, um atrás, com o espiritismo de Kardec. No entanto, algo em minha intimidade me convidava a conhecer a Umbanda, apesar de todos os preconceitos existentes acerca desta religião e que somos acostumados a ouvir, inclusive de pessoas próximas.
Falou mais alto em minha alma a vontade de conhecer um terreiro e de participar da gira, em detrimento de qualquer comentário pejorativo sobre o que era a minha vontade. Cheguei ao terreiro bem do jeito como descrevi no primeiro parágrafo: "sem saber exatamente o que encontrar". Era um dia de trabalho dos pretos velhos e então a reunião começou.
Acompanhei todo o ritual, os pontos cantados, as orações e vi os médiuns receberem os guias para darem início ao atendimento espiritual. Quando estava chegando a minha vez de me consultar, o coração mal cabia no peito de tanto que pulava, talvez uma mistura do que se experimenta ao lidar com o que é desconhecido (o que alguns chamam de medo) e de emoção por notar que ali era o meu lugar, mesmo que ainda não soubesse disso de forma racional.
Ao parar diante do preto velho, ele me olhou por um breve momento e fez uma pergunta que foi no fundo da minha alma. Eu não estava descrente, de modo algum, mas aquilo foi como um raio que caiu no lugar certo e me fez compreender toda a beleza e a importância do trabalho que era realizado ali.
Foi o bastante para me tornar Umbandista e amar incondicionalmente aos Guias e Orixás, que tanto fazem por nós sob a égide de Oxalá. Estas são palavras simples que desejam transmitir um pouco do sentimento de quem experimenta a Umbanda na alma e no coração. E você, se lembra de como tudo aconteceu?
terça-feira, 24 de abril de 2018
A "casinha" de Exu
A Casa de Forças de Exu não é uma casinha onde este amado e respeitado guardião está preso a um determinado “assentamento”. Trata-se de um espaço próximo à entrada do terreiro de Umbanda onde o Axé é “alimentado” para fortalecer a guarda ao terreiro e aos seus filhos de fé.
A Casa de Forças representa o ponto de segurança do terreiro, onde estão os elementos magísticos de ligação de Exu. Conforme é dito, sem Exu não há Umbanda, porque é através de suas forças que se busca a abertura de todos os caminhos na jornada da fé. Sem a segurança que Exu proporciona para que os trabalhos espirituais aconteçam harmoniosamente, a prática de nossa religião não seria possível tal como a conhecemos.
A Casa de Forças de Exu também funciona como uma espécie de “pára-raios” contra as demandas enviadas ao terreiro ou aos seus filhos de fé, seja por magos negros encarnados ou desencarnados. Valendo-se da ação de elementos empregados na ritualística de Umbanda, Exu não permite que forças negativas prejudiquem o que se realiza no espaço sagrado pelo qual está encarregado da defesa.
O Respeito no Terreiro
Faz-se desnecessário dizer o quanto o respeito é importante em qualquer tipo de relação humana, inclusive (ou principalmente) em um ambiente que tem por objetivo a prática religiosa. Afinal, as pessoas ali se reúnem não apenas por respeito umas às outras, mas por respeito ao que consideram sagrado.
Ocorre que precisamos tocar neste assunto com certa frequência em função de pessoas que não compreendem uma premissa básica, que é justamente a do respeito. Não adianta dizer que temos fé se não somos capazes de respeitar; assim como não adianta frequentarmos um terreiro se não formos capazes de ver um irmão nosso sob a mesma condição na qual estamos.
Há muitas pessoas que ainda não comprenderam a importância do comportamento com a mediunidade e com o trato pessoal em um terreiro de Umbanda, que é uma casa de oração. Quantas vezes vemos a vaidade passar à frente da humildade, quantas vezes vemos piadinhas de mau gosto diante de incorporações dos colegas de trabalho espiritual, quantas vezes vemos julgamentos a respeito de questões que os consulentes desejam tratar em seu atendimento espiritual?
O respeito deve ser dispensado não somente ao dirigente, pai/mãe de santo ou sacerdote, seja qual for o nome que a pessoa que se responsabiliza por uma casa prefira receber. O respeito não deve ser entendido como algo associado a uma relação de poder e medo, mas a uma troca de energia. É bom oferecer e receber de forma incondicional!
Não devemos respeitar somente a quem tememos ou a quem prestamos explicações de nossa conduta; precisamos respeitar a todos. Se não for assim, nos caberá compreender que estamos no lugar errado, afinal não faremos falta aos Guias e aos Orixás se não pudermos respeitar o local onde atuam!
Quem pretende destratar ou desmerecer o seu irmão não deve estar em uma casa oração. Há diversos outros ambientes disponíveis a este tipo de comportamento.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
O Fumo e a Defumação
É natural presenciar nos terreiros de Umbanda uma entidade fazendo uso do tabaco por meio do charuto, cigarro ou cachimbo. Do mesmo modo, em todas as giras vemos o uso da defumação.
Ambos, defumação e fumo, possuem o mesmo princípio: utilizar o poder adormecido na erva seca através da ativação com a força ígnea, ou seja, o fogo.
Na defumação é possível utilizar diversos tipos de ervas, cada uma com uma propriedade específica, assim como podemos fazer uma mistura especial, com determinado propósito. Através da sinergia energética das ervas, elas terão uma força de atuação muito melhor e maior.
Tanto a defumação quanto o fumo seguem o mesmo propósito básico. São elementos utilizados para desagregar energias deletérias que ficam presas nos espaços físicos, nas pessoas e no campo astral. Desagragam larvas astrais e miasmas, assim como dissolvem cordões energéticos negativos.
Após o uso do fumo ou da defumação, espíritos que desejam causar problemas podem até adentrar ao local, mas não conseguirão impregnar o ambiente com suas energias negativas, assim como os encarnados não poderão manifestar toda a quantidade de formas astrais negativas que acabam produzindo diariamente. Faz-se, portanto, uma especie de "antissepsia".
Características dos filhos e filhas de Iemanjá
Os filhos e filhas deste Orixá gostam de luxo e de conforto, mas sem grandes exageros. Também dominam o plano emocional da vida, sendo, em vários momentos, chantagistas emocionais ou extremamente habilidosos em manipulação para atingir os seus propósitos.
Relacionar-se com os filhos de Iemanjá pode ser uma delícia temperada com esporádicos e intensos problemas. Mesmo sendo a figura materna que é, quando comparada às outras divindades africanas, Iemanjá é extremamente simples.
Maternais, são muito protetores e tendem a querer cuidar de problemas dos outros como se fossem os seus próprios. São sábios e nos dizem verdades que nem sempre queremos receber. Não espere de filhos de Iemanjá as palavras que você deseja ouvir, pois sempre receberá as que precisa ouvir, goste ou não.
Não se preocupam em fazer esforços para conquistar, definitivamente não são políticos para agradar. São do tipo que desejam ser aceitos por sua própria natureza. Se não for para ser assim, não se abalam com a falta de aceitação, sem jamais perder a originalidade.
As pessoas regidas por este Orixá são aquelas que te convencem sem que você perceba o processo em andamento. É como a onda que vem até a praia e leva os grãos de areia para o mar, sem que estes possam escolher ficar onde estão.
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